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Por
João Basso
A offseason do College Football em 2026 foi novamente definida pelo impacto do transfer portal. Com a janela praticamente encerrada, os principais nomes já encontraram novos destinos e os elencos começam a ganhar forma. Portanto, para alguns programas, janeiro trouxe respostas claras; enquanto isso, para outros, deixou ainda mais dúvidas sobre direção, competitividade e futuro.
A seguir, separamos os vencedores e perdedores do transfer portal 2026, considerando impacto imediato, leitura de mercado e coerência com o momento de cada programa.
Vencedores do Transfer Portal 2026
LSU Tigers
A pressão era enorme, e LSU precisava entregar — e entregou. O ponto de virada da offseason foi a contratação de Lane Kiffin, o técnico mais associado ao sucesso via transfer portal nos últimos anos. Mesmo vindo de Ole Miss, um programa com menos recursos, Kiffin conseguiu competir de igual para igual com as potências nacionais, e chegou a Baton Rouge com carta branca para acelerar o processo.
Ainda assim, mesmo com perdas pesadas, especialmente na offensive line, LSU respondeu montando a classe número um do portal em 2026. O destaque absoluto foi o quarterback Sam Leavitt, o melhor do ranking, segundo on3.com, além de oito jogadores do top 100. Entre eles, Princewill Umanmielen, edge top 3 da classe, e o offensive tackle Jordan Seaton, uma adição crucial diante do esvaziamento da linha ofensiva.
A defesa, que já era sólida, saiu ainda mais forte. A offensive line segue como ponto de interrogação, mas, no contexto geral, LSU fez mais do que o suficiente para se colocar novamente na briga e tentar resgatar o nível visto em 2019.
Indiana Hoosiers
Indiana já não é mais uma história simpática — é um programa consolidado. Indo para o terceiro ano sob o comando de Curt Cignetti, que mudou completamente a cultura da universidade, os Hoosiers deram mais um passo importante ao ajustar sua abordagem no transfer portal.
Após duas aparições seguidas nos playoffs, Indiana trocou volume por impacto. Pela terceira temporada consecutiva, buscou um quarterback no portal e acertou em cheio com Josh Hoover, um titular experiente e altamente produtivo. Ao redor dele, chegaram reforços de peso em praticamente todos os setores do elenco.
O grupo inclui nomes como Nick Marsh (Michigan State), Tobi Osunsanmi (Kansas State), Turbo Richard (Boston College) e Joe Brunner (Wisconsin). Portanto, mesmo sem o orçamento das gigantes, Indiana mostrou maturidade estratégica e reforçou o elenco de forma inteligente. Enquanto Cignetti estiver em Bloomington, o sol continuará nascendo diferente.
Texas Longhorns
O trabalho do Texas no transfer portal foi cirúrgico. Sem exageros, os Longhorns identificaram exatamente onde o elenco precisava melhorar e atacaram essas posições com jogadores prontos para produzir desde o primeiro snap.
Chegaram dois dos melhores running backs disponíveis, Hollywood Smothers e Raleek Brown, além de Cam Coleman, considerado o melhor wide receiver da classe. Além disso, a defesa também recebeu reforços importantes, elevando o nível geral do time.
Com Arch Manning muito provavelmente entrando em seu último ano no college football, a leitura foi clara: a janela de título está aberta. Steve Sarkisian entendeu isso e tratou o portal como prioridade absoluta. O investimento foi alto, e o retorno também.
Oklahoma State Cowboys
Poucos programas precisavam tanto de um reset quanto Oklahoma State. Após duas temporadas desastrosas, a comissão técnica optou pelo caminho mais radical possível: reconstrução quase total via transfer portal.
Foram mais de 50 jogadores adicionados, com Eric Morris apostando fortemente na continuidade de sistema. Ao todo, 17 atletas vieram de North Texas, incluindo o quarterback Drew Mestemaker e seus principais alvos ofensivos, todos já familiarizados com o playbook.
O risco é evidente, mas, considerando o ponto de partida, era a única forma realista de tentar voltar à competitividade. Agora, resta saber se o desempenho acompanhará o volume de mudanças.
Notre Dame Fighting Irish
Eficiência define o ciclo de Notre Dame. Poucos nomes, nenhuma novela pública e praticamente nenhuma perda relevante. O foco foi claro desde o início: reforçar a defensive line, especialmente na posição de defensive tackle.
Os Irish saíram do portal com dois dos melhores nomes disponíveis na posição, além de adicionarem Quincy Porter, um wide receiver ex-recruta cinco estrelas que deve impactar imediatamente. O elenco ainda ganhou profundidade com o edge Keon Keeley e o cornerback D.J. McKinney.
O dado mais impressionante segue sendo a manutenção total dos titulares. Isso diz muito sobre a cultura construída por Marcus Freeman e reforça Notre Dame como um dos programas mais estáveis e competitivos do país.
Virginia Tech Hokies
A transformação em Virginia Tech tem nome e sobrenome: James Franklin. A chegada do ex-técnico de Penn State mudou completamente o status do programa, que passou a operar o transfer portal com critério, agressividade e foco real nas necessidades do elenco.
Os Hokies adicionaram impacto imediato com o wide receiver Que’Sean Brown, o tight end Luke Reynolds, além de reforços defensivos importantes como Javion Hilson e Jaquez White. São peças que elevam o piso competitivo do time.
Virginia Tech não vira candidata nacional de um ano para o outro, mas sai da offseason reposicionada dentro da ACC. Pode-se questionar os resultados de Franklin em jogos grandes, mas não sua liderança e capacidade de reação. Em Blacksburg, o projeto começa mais sólido do que nunca.
Perdedores do Transfer Portal 2026
Iowa State Cyclones
Dá para afirmar sem exagero: Iowa State foi o programa mais atingido pela offseason de 2026. O problema começou ainda na indefinição em torno da saída de Matt Campbell. Parecia que ninguém queria tirá-lo de lá — até Penn State agir. A demora custou caro.
Quando Campbell saiu, o efeito dominó foi devastador. Em questão de dias, cerca de 50 jogadores entraram no transfer portal, incluindo praticamente todos os titulares. A maioria acompanhou o ex-treinador para Penn State.
Jimmy Rogers acabou sendo a escolha possível dentro de um cenário extremamente limitado. Não é um nome ruim, mas assume uma tarefa ingrata: reconstruir quase do zero com reforços que, em média, chegam com avaliações bem inferiores às perdas. A Big 12 é aberta, o que ajuda, mas o impacto negativo do portal em 2026 foi profundo.
Duke Blue Devils
Duke parecia ter encontrado estabilidade. Tudo indicava uma continuidade positiva após o título da ACC, até que o inesperado aconteceu: Darian Mensah entrou no transfer portal. E isso depois de declarar publicamente que ficaria, com contrato milionário e status de um dos quarterbacks mais bem pagos do país.
A saída foi um golpe quase impossível de absorver. Em poucas horas, Duke passou de uma das melhores situações de quarterback do país para um vazio completo no depth chart, sem tempo hábil para reagir ou buscar uma solução confiável no mercado.
Para piorar, o time ainda perdeu seu principal wide receiver, Que’Sean Brown, e o safety Terry Moore, que se transferiu para Ohio State. Manny Diaz já provou que consegue extrair mais do elenco do que o esperado, mas a perda de Mensah desorganizou totalmente o planejamento para 2026.
Florida State Seminoles
Florida State entrou na offseason precisando de uma resposta forte — e não conseguiu entregá-la. Desde a exclusão do playoff em 2023, o programa nunca mais encontrou estabilidade, e Mike Norvell chega a 2026 sob enorme pressão.
Apesar de algumas adições pontuais no ataque, o peso das perdas foi significativo. Jogadores importantes da secundária, do corpo de recebedores e da defesa em geral deixaram o programa, enfraquecendo um elenco que já vinha abaixo do esperado.
O maior ponto de interrogação segue sendo o quarterback. Apostar em Ashton Daniels em um dos anos mais ricos do transfer portal levanta questionamentos claros sobre planejamento da universidade. Para um programa que precisava mudar o rumo imediatamente, o portal entregou menos do que o cenário exigia.
Clemson Tigers
Clemson talvez seja o exemplo mais claro de como o esporte mudou. Durante anos, a aposta exclusiva em desenvolvimento interno funcionou. Em 2026, essa abordagem começa a cobrar um preço alto.
Ainda assim os Tigers até fizeram um bom trabalho defensivamente, adicionando nove reforços que ajudam a corrigir falhas evidentes da temporada anterior. Esse ponto merece crédito. No entanto o problema está no outro lado da bola.
O ataque foi praticamente ignorado. Clemson não trouxe quarterback, não reforçou o grupo de wide receivers e deixou a offensive line intacta, apesar dos problemas recorrentes. Com Cade Klubnik fora, o time aposta em um quarterback com pouquíssima experiência como titular, em um cenário cada vez mais competitivo. Em resumo, é uma escolha arriscada para um programa que precisava acelerar sua recuperação.
Alabama Crimson Tide
O caso de Alabama é menos sobre erro e mais sobre realidade nova. O problema não foi a falta de reforços, mas a quantidade e a qualidade das perdas.
Seis dos 80 melhores jogadores do transfer portal são ex-atletas do Crimson Tide. Mesmo que nem todos fossem titulares absolutos, isso evidencia uma mudança estrutural: Alabama já não consegue estocar profundidade de elite como fazia na era Nick Saban.
O programa segue competitivo no NIL, mas hoje enfrenta concorrência direta de potências como Texas, Ohio State, Georgia, Miami e Oregon. O elenco saiu da offseason pior, com menos profundidade e um pouco mais vulnerável do que o padrão histórico do programa.
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