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Por
João Basso
O transfer portal de 2026 reforçou, mais uma vez, que talento isolado não garante impacto imediato no College Football. Além disso, o contexto tático, a estrutura do programa e a leitura correta das necessidades do elenco são fatores decisivos para transformar produção individual em vitórias. Portanto, entender o encaixe estratégico de cada movimentação é essencial.
Depois de fazer uma analise das equipes vencedoras e perdedoras dessa offseason, a seguir, analisamos os principais nomes do transfer portal 2026, destacando seus pontos fortes e, sobretudo, como podem influenciar suas novas equipes já na próxima temporada.
1° Quarterback – Sam Leavitt (RS-JR) — Arizona State → LSU
Leavitt foi o recruta mais desejado dessa offseason, muito por conta do seu desempenho em 2024. Um perfil agressivo no ataque vertical, aliando à coragem para atacar janelas apertadas. Além disso, sua capacidade de estender jogadas fora da estrutura e lançar em movimento se mostrou decisiva em situações de third down.
Em LSU, no entanto, o cenário muda completamente. O ambiente é mais físico e as coberturas defensivas da SEC exigem leitura mais rápidas. Assim, se conseguir evoluir no processamento pós-snap, pode elevar significativamente o teto explosivo do ataque. O impacto imediato dependerá da proteção, mas o potencial para big plays é real.
2° Wide Receiver – Cam Coleman (JR) — Auburn → Texas
Coleman foi subutilizado em Auburn, mas mostrou domínio físico no ponto de contato e controle corporal impressionante em bolas contestadas. Sua força está nas rotas intermediárias e na capacidade de ganhar separação tardia usando o corpo.
Em Texas, com um sistema que cria matchups isolados e explora o espaço, ele tende a produzir com mais consistência. Pode assumir papel relevante em red zone e terceiras descidas, trazendo presença física que faltava ao ataque dos Loghorns.
3° Edge – Princewill Umanmielen (SR) — Ole Miss → LSU
Umanmielen desenvolveu-se como pass rusher explosivo em Ole Miss, com first step rápido e boa flexão de quadril para contornar tackles. Além disso, mostrou evolução defendendo o jogo terrestre.
LSU precisava aumentar pressão sem depender tanto de blitz. Ele encaixa como um edge híbrido em diversas formações e deve entrar na rotação pesada desde o início. Sabemos que potencial atlético existe, no entanto, seu impacto será medido na capacidade de gerar pressões consistentes na SEC.
4° Offensive Tackle – Jordan Seaton (JR) — Colorado → LSU
Seaton apresentou em Colorado um alcance lateral acima da média para um tackle jovem. Seu maior trunfo é a movimentação em espaço aberto e a proteção no jogo terrestre.
Em LSU, o desafio será evoluir na ancoragem contra bull rush e melhorar a técnica de mãos.Se progredir nesse ponto, pode estabilizar o lado cego do quarterback. O talento físico é inegável, mas a consistência será determinante.
5° Edge – Chaz Coleman (SO) — Penn State → Tennessee
Coleman foi mais uma peça formada em um ambiente que, historicamente, recruta e desenvolve jogadores explosivos. Mesmo atuando de forma rotacional, chega em Knoxville como um dos jogadores mais explosivos do college football.
Assim, Tennessee buscava exatamente esse perfil, Coleman deve integrar a rotação desde o início, especialmente em situações óbvias de passe. Não chega como estrela, mas o true sophomore tem o DNA de um programa que produz pass rushers consistentes — e pode entregar impacto situacional relevante.
6° Edge – Damon Wilson II (SR) — Missouri → Miami (FL)
Wilson mostrou em Missouri um perfil atlético raro, com bend natural e aceleração explosiva. Seu teto como pass rusher é elevado, embora ainda precise refinar a consistência contra corrida.
Miami aposta em seu potencial para liderar o front defensivo. Se evoluir tecnicamente, pode transformar a pressão da equipe. O impacto imediato dependerá de sua maturidade tática, mas o talento bruto é de alto nível.
7° Quarterback – Drew Mestemaker (JR) — North Texas → Oklahoma State
Mestemaker foi altamente produtivo no sistema spread de North Texas, mostrando leitura pré-snap eficiente e boa precisão em passes curtos e intermediários. Seu principal ponto forte é a tomada de decisão rápida, especialmente contra coberturas simples.
Em Oklahoma State, o desafio será a adaptação a defesas mais físicas e disfarces mais complexos. Ainda assim, ele oferece estabilidade e execução consistente. Se proteger bem a bola e mantiver eficiência em third downs, pode transformar a temporada dos Cowboys da água pro vinho.
8° Offensive Tackle – Jacarrius Peak (RS-SR) — NC State → South Carolina
Peak acumulou experiência contra linhas defensivas físicas na ACC e mostrou base sólida na ancoragem contra power rush. Além disso, é consistente no jogo terrestre, selando o edge com disciplina técnica.
South Carolina precisava reduzir pressão externa com urgência. Assim, Peak chega como solução imediata para estabilizar a proteção. Não é um tackle de teto altíssimo, mas é uma opção de confiança e estável.
9° Quarterback – Brendan Sorsby (RS-SR) — Cincinnati → Texas Tech
Sorsby destacou-se pela leitura progressiva e controle do pocket, explorando rotas intermediárias com precisão. Seu diferencial é a disciplina e a redução de erros forçados.
Em Texas Tech, o ritmo acelerado pode favorecer sua capacidade de processamento rápido. Se mantiver eficiência sob pressão, tende a aumentar a consistência ofensiva e prolongar drives importantes.
10° Quarterback – Darian Mensah (RS-JR) — Duke → Miami (FL)
Mensah evoluiu em Duke contra zona, mostrando bom timing e decisões seguras no meio do campo. Seu ponto forte é a mecânica compacta combinada à calma sob pressão.
Após a saída de Carson Beck para o draft, Miami precisava de um nome forte na posição, para manter o seu ataque equilibrado. Em resumo, Darian pode ser esse nome. Não é explosivo, mas agrega controle, segurança com a bola e o famoso arroz com feijão muito bem feito.
11° Runningback – Caleb Hawkins (SO) — North Texas → Oklahoma State
Hawkins foi um dos running back mais produtivos de 2025, demonstrando visão refinada em esquemas de zone run e excelente paciência atrás dos bloqueios. Além disso, apresenta boa aceleração no segundo nível e capacidade de ganhar jardas após o contato inicial.
Oklahoma State apostando na continuidade de sistema de seu novo técnico pode potencializar ainda mais seu jogo terrestre. Portanto, Hawkins vai assumir um papel relevante rapidamente, ajudando a controlar ritmo e eficiência em red zone.
12° Edge – John Henry Daley (SR) — Utah → Michigan
Daley foi moldado em um sistema físico e disciplinado em Utah, destacando-se pela força ataque e consistência contra o jogo corrido.
Kyle Whittingham não perdeu tempo em chamar seu edge titular para Michigan. Ele deve integrar a rotação defensiva imediatamente, ajudando a manter o padrão físico que a Big Ten exige. Se agregar pressão ocasional ao quarterback, seu impacto pode ir além da função primária contra a corrida.
13° Quarterback – Byrum Brown (SR) — USF → Auburn
Brown apresentou mobilidade de elite em USF, sendo ameaça constante em scrambles e RPOs. Seu maior trunfo é a capacidade de pressionar defesas horizontalmente.
Auburn busca dinamismo ofensivo. Se o sistema explorar corridas desenhadas e play-action, Brown pode elevar o ataque e criar instabilidade defensiva, abrindo espaço para mais big plays — algo que praticamente não apareceu no ataque em 2025.
14° Linebacker – Rasheem Biles (SR) — Pittsburgh → Texas
Biles construiu reputação como um jogador agressivo, com leitura instintiva contra o jogo terrestre e explosão para fechar gaps rapidamente. Além disso, demonstra boa capacidade de blitz pelo interior.
Texas precisava elevar o nível físico no segundo nível defensivo. Portanto, Biles pode contribuir imediatamente contra ataques baseados em corrida e ainda agregar pressão situacional. Se mantiver disciplina em cobertura curta, tende a se tornar peça importante na rotação principal.
15° Safety – Koi Perich (JR) — Minnesota → Oregon
Perich destacou-se em Minnesota pela versatilidade tática, atuando tanto como safety cuidando do fundo do campo, como próximo ao box. Com leitura inteligente de rotas e boa disciplina de ângulo em tackles. Seu ponto forte é a capacidade de antecipação em coberturas mistas.
Oregon valoriza defensores híbridos capazes de alternar responsabilidades sem comprometer o esquema. Assim, Perich pode fortalecer a secundária ao oferecer flexibilidade contra formações múltiplas. Se mantiver consistência em cobertura homem a homem, o impacto pode ser imediato e estrutural.
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